e este lindão é o branco, o gato mais inteligente
UM DIA SEM INTERNET! NÃO DÁ MAIS PARA FICAR DESPLUGADA!!!
De volta para casa, direto para a mesa e ligo o computador.
A tal da Net está desligada!!! A televisão funciona junto. Então fico sem uma e sem outra. Estranhíssimo, fica um vazio na barriga, até parece que estou com fome e não tem comida na geladeira, nem chocolate no armário.
Fico imaginando como as pessoas viviam antes da internet. Eu não me lembro mais!!! À esta hora, 16:45 da tarde de um domingo morno, eu estaria preparando o café da tarde? Fazendo crochê ou costurando?
Hoje, pela manhã, ainda plugada, estava conversando com um amigo da Malaysia. Discutíamos o ser antípoda, ele à noite, eu ainda de manhã!
Para minha cabeça de geógrafa isso é super-emocionante! Ter a oportunidade de conversar, em tempo real, com pessoas do mundo tudo.
Estou reaprendendo o alemão com minhas amigas da Áustria e da Alemanha. O inglês se renova diariamente com os amigos americanos, argentinos, indianos, paquistaneses, gregos, macedônios... É isso mesmo, a Macedônia existe, renasceu das cinzas do finado império grego. Todas as religiões! Todas as línguas! A net é o sucedâneo da Torre de Babel! Uma única língua, o inglês, a unir todos; a emocionar todos!
E não há democracia maior. Católicos falam com judeus, que falam com muçulmanos, que falam com indis, que falam com budistas! E todos se entendem dentro de um único objetivo. Ter amigos que, provavelmente, nunca se verão pessoalmente, mas sentem a emoção da amizade desinteressada, que não cobra nada a não ser o carinho e o amor.
De uma recebo um abraço em forma de um bonequinho bonito, de outro vem um beijo estalado, daquela outra um sorriso!
Aqui, bem perto, estas coisas são difíceis de acontecer. Parece-me que a distancia aproxima os distantes e afasta os próximos. Os mexericos dos visinhos só acontecem, ainda, pelas ondas eletromagnéticas? Ninguém mais sai ao portão para conversar; muito menos eu, que me sinto muito melhor conversando pelo teclado do que face-a-face. É o tipo de coisa que me obrigaria ao cuidado de não falar intempestivamente, prestar atenção nas reações faciais para descobrir se estou, ou não, falando a coisa certa que o interlocutor que ouvir!
Ao escrevermos, pensamos, corrigimos o texto quantas vezes necessárias, e não estamos vendo a face. Os textos vão e vem, e trazem muitas alegrias, gestos de amizade, calor e carinho.
As conversas faca-a-face? Tenho que selecionar muito com quem conversar e o quê. E não sei fazer esta seleção. Até pelas próprias características de desafiadora, bipolar, ansiosa, fumante, inquieta, a-diplomática, panteísta, democrática, quebradora de paradigmas e hierarquias, pecadora, humana...... nômade e apaixonada.
Daqui a pouco se restabelecem os sinais. Vou me ligar outra vez ao mundo! Sem ter mais que ficar esperando o telefone tocar! Alias ele nunca toca... Acho que não gostam de conversar comigo. Devo ser a chata das chatas, dentre as mais difíceis de serem amadas e ouvidas.
Volta logo net! Sinto sua falta, como d’outros quase não sinto mais!





















