domingo, 20 de Dezembro de 2009

desplugada! desligada!

este eu escrevi agorinha pouco
e este lindão é o branco, o gato mais inteligente













UM DIA SEM INTERNET!  NÃO DÁ MAIS PARA FICAR DESPLUGADA!!!

De volta para casa, direto para a mesa e ligo o computador.
A tal da Net está desligada!!! A televisão funciona junto. Então fico sem uma e sem outra. Estranhíssimo, fica um vazio na barriga, até parece que estou com fome e não tem comida na geladeira, nem chocolate no armário.
Fico imaginando como as pessoas viviam antes da internet. Eu não me lembro mais!!!  À esta hora, 16:45 da tarde de um domingo morno, eu estaria preparando o café da tarde?  Fazendo crochê ou costurando?
Hoje, pela manhã, ainda plugada, estava conversando com um amigo da Malaysia. Discutíamos o ser antípoda, ele à noite, eu ainda de manhã!
Para minha cabeça de geógrafa isso é super-emocionante! Ter a oportunidade de conversar, em tempo real, com pessoas do mundo tudo.
Estou reaprendendo o alemão com minhas amigas da Áustria e da Alemanha. O inglês se renova diariamente com os amigos americanos, argentinos, indianos, paquistaneses, gregos, macedônios... É isso mesmo, a Macedônia existe, renasceu das cinzas do finado império grego.  Todas as religiões! Todas as línguas!  A net é o sucedâneo da Torre de Babel!  Uma única língua, o inglês, a unir todos; a emocionar todos!
E não há democracia maior. Católicos falam com judeus, que falam com muçulmanos, que falam com indis, que falam com budistas! E todos se entendem dentro de um único objetivo. Ter amigos que, provavelmente, nunca se verão pessoalmente, mas sentem a emoção da amizade desinteressada, que não cobra nada a não ser o carinho e o amor.
De uma recebo um abraço em forma de um bonequinho bonito, de outro vem um beijo estalado, daquela outra um sorriso! 
Aqui, bem perto, estas coisas são difíceis de acontecer. Parece-me que a distancia aproxima os distantes e afasta os próximos.  Os mexericos dos visinhos só acontecem, ainda, pelas ondas eletromagnéticas?  Ninguém mais sai ao portão para conversar; muito menos eu, que me sinto muito melhor conversando pelo teclado do que face-a-face. É o tipo de coisa que me obrigaria ao cuidado de não falar intempestivamente, prestar atenção nas reações faciais para descobrir se estou, ou não, falando a coisa certa que o interlocutor que ouvir! 
Ao escrevermos, pensamos, corrigimos o texto quantas vezes necessárias, e não estamos vendo a face. Os textos vão e vem,  e trazem muitas alegrias, gestos de amizade, calor e carinho.
As conversas faca-a-face?  Tenho que selecionar muito com quem conversar e o quê.  E não sei fazer esta seleção. Até pelas próprias características de desafiadora, bipolar, ansiosa, fumante,  inquieta, a-diplomática, panteísta, democrática, quebradora de paradigmas e hierarquias, pecadora, humana...... nômade e apaixonada.
Daqui a pouco se restabelecem os sinais. Vou me ligar outra vez ao mundo!  Sem ter mais que ficar esperando o telefone tocar!  Alias ele nunca toca... Acho que não gostam de conversar comigo.  Devo ser a chata das chatas, dentre as mais difíceis de serem amadas e ouvidas.
Volta logo net!  Sinto sua falta, como d’outros quase não sinto mais!

num dia com chuva, rsrs

este eu escrevi no começo de novembro







Escrever em dia de chuva

Na beira da praia, chove a cântaros!
E alguém lá sabe o que é um cântaro? Jesus encheu os cântaros vazios com mais vinho.
Chove a cântaros. São Pedro está jogando milhares da cântaros repletos d’água bem aqui em cima da praia do Guaiúba.
Milhares de potes grandes de barro cheios de água. Tudo caindo sobre Guaiúba!
Chuá, chuá! Zim! Brrrum!  Raios e trovões!  E dá-lhe mais chuva!!!!
Em algum lugar deve estar faltando água; está tudo caindo aqui!
Oba! Não estou mais escutando o barulhinho dos pingos da chuva! Vou dar uma caminhada. Não cheguei até o portão. A queridinha garoa recomeçou.  Ha! Há! 
O meu queridinho lap-top foi aceso de novo.  Fica bravo não, amigo. Nem deu para você esfriar!  Você é o  meu querido amigo dos dias de chuva. Agüenta firme aí.
Um cafezinho, uma pitada de inspiração, e lá vamos nós!
Uma página em branco, as linhas aparecendo, se completando.
Escrever só para passar o tempo.
Ninguém vai ler mesmo! Vai tudo ficar  escondidinho em algum arquivo num algum lugar desse lap-topinho tão amiguinho!
Vou depois escolher uma foto bem bacana para enfeitar essa história que não tem começo nem fim. É como leitura de beira de cama, daquelas quando a gente já está com sono. Qualquer livro ou revista serve. A gente abre uma página, começa a ler e daqui a pouco está tudo ficando torto. Se não sentir que o soninho já te pegou, o livro cai no chão e o cigarro queima a cama.
Ups!  Pararam os pingos?  Vou até o portão! Já volto, ta! 
Me espera para eu continuar essa historinha de beira de cama....
Mentira!!  Do banheiro, voltei pra cá.  O vento chuvoso está lá fora. Só esperou eu abrir a porta. 
Gargalhadinha, é?  O céu chora, eu rio!!! Fazer o quê!  Rir pra não chorar?  Qual nada. Ficarei aqui o dia todo. Essa maquininha vai ficar enjoada de tanto sentir eu digitando essa historinha sem pé nem cabeça....
Mais um cigarrinho gostosinho!  É isso mesmo! Vocês, eco-chatos de plantão, não me critiquem. Nada como um cafezinho e um cigarrinho num dia de chuva à beira da praia. O café entusiasma, o cigarro faz companhia para as idéias gostosas, sem pé nem cabeça.
Pausa.... 
Como fala o caipira:  tô vazia das idéias, vou brincar com as cartas, paciência....
Daqui a pouco volto!

sábado, 19 de Dezembro de 2009

falar escrevendo? sobre as compreensões







É tão estranho. Num dia que você quer falar com alguém, conversar, bater papo, jogar conversa fora e só tem este teclado. Os filhos? Eu os iria incomodar com telefonemas?  Será?  Estou sem coragem de pegar o telefone, é isso aí!!  Então me sobra um teclado. Fácil de teclar, fácil de aceitar todas as ideias e palavras que saem dessas ideias. E por que não telefonar para as amigas?  E ficar chorando ao telefone? Então que se molhe o teclado, ora bolas!

Sair andando por aí? Talvez! ir até a padaria e conversar com o balconista. É isso que eu sempre faço, mas estou sem pernas. Elas estão paralisadas, cruzadas embaixo da mesa, sem nenhum ânimo. Pois que fiquem onde estão. Não vou obrigá-las a fazerem o que não querem. Quietinhas não brigarão comigo.
Parar de chorar? Como? Respirando, talvez!

Mais um dia, que vai passar. Terá que passar, haverá de passar. Passando, vai embora.  Mas obriga, na distância do passado, a digladiar com o dia seguinte, que vem igualzinho ao de ontem e de hoje. Todos sempre iguais. Um dia depois do outro, sempre esperando.
Esperando, como a Godot.

Um dia sem nuvens, o sol, com nuvens, as sombras e a chuva. As lágrimas dos anjos, que choram quando me imitam.
Se o estar só soubesse o mal que faz, não viria. Não chamaria a solidão, que, às vezes, até nos faz companhia. O estar só junto à solidão é complicado de desembaraçar. Uma teria que se apartar do outro. Esse casamento não dá certo.
Como não deram certo os meus. Solidão a dois nunca dá certo.

Será que dormir, e não acordar resolveria o dilema?  NÃO. Não vai resolvê-lo. Do outro lado do balcão as coisas são igualzinha. Tudo igual. Vai se repetir eternamente. Sentar e esperar mais um dia passar. A única coisa certa a fazer?!

Não sei mais de nada. De nada me sei, do nada que entendi sobrou mais um pouco de nada.
Até a ignorância faz parte da nossa vida.

Não me entendem. Acham que sou FITEIRA! Mas eu sou OBRIGADA a entender.
Não consigo, como nunca consegui me conter nas faltas das compreensões dos pecados, que são "conceituações geográficas"(*). Aqui são pecados, lá são amores ou guerras.

Sem lógica, esse escrever é jogar as contenções dos pensamentos que pedem para ser traduzidos em palavras. Precisar esgotar suas energias para diminuir as tensões e cumprir suas realidades ilógicas.

Que me entendam aqueles que quiserem. Os esforços a se desperdiçarem dispersam energias necessárias para outras compreenções.  Compreensão da sua própria incompreensão é muito mais necessária, para mim, do que a mim me compreenderem.

E que não venham dizer que estou a fazer maluquices, que sou FITEIRA. Não chega-se perto da compreensão se não se faz algum esforço para buscar essa compreensão e trazê-la para perto de si.

O derrame de palavras é a cata da lógica que está escondida em alguma curva do cérebro. Existe lógica ilógica? Teorema sem explicação? Dúvida sem resposta?  Com certeza.  Sou eu!  Me olhar ao espelho descubro que penso. Que penso o não pensar que não leva a lugar nenhum.
E ficarei esperando mais um dia.....


(*) O pecado é uma conceituação geográfica. (Bertrand Russel)

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

carta recebida de um amigo







Torre de Babel, como é nossa cabeça!


recebi, ontem, uma estranha carta
um amigo,  perto de mais um dos seus surtos, escreve esta carta para todos amigos, parentes, vizinhos e colegas

um exercício fantástico do pensamento, filosófico?
só quem sabe o que é esta anomalia do pensamento sabe o que entender
fantástica carta, necessária de uma leitura mais profunda, dedicada à compreensão de suas entrelinhas

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" de CL
   rua ......  (deve ser a rua que sobe e desce e nunca mais aparece?)

Para: ______________

CIRCULAR PARA VIZINHANÇA, OU COLEGAS

Em primeiro lugar, Boas Festas, e Feliz 2010!!!
A fortiori sofro de estafa mental devido ao fato de ser assolado por forças magnéticas, ondas sonoras, ultra sonoras, alta-magia, bruxaria e espiritismo, bem de baixo escalão (umbanda, quimbanda... certas coisas não tem nome, estou pesquisando o assunto);  ouvi anos a fio vozes de todo o jeito, coisas engraçadas, verdadeiras, entre mentiras e tristezas as quimeras e as risadinhas grotescas e traiçoeiras me açoitaram de um jeito muito poderoso e assim fiquei neurótico.
Peço encarecidamente: há males que vem para o bem ou para o mal; o bem é o bem e o mal é o mal, tudo depende dos pressupostos, ou pré-requisitos dos quais agimos perante as circunstâncias da qual nos deparamos, que sejam atentos e educados, pois para mim educação anda junto com sossego e confiança, melhor dizendo a cultura anda junto com a saúde.     Melhor dizendo, pavor, urticária, assombração, desespero e martírio, ....:  a calma, e o discernimento retificador nos trará a luz da consciência a atitude corretiva.  Defenda-se, fuja das encrencas de delírios e não adore imagens. A razão e a inteligência são ferramentas da individuação pois fazem parte da defesa, da ação e da evolução biológica sob às quais passamos por dezafios (sic), acertos e erros.  Realmente a compreensão e a simpatia ajudam muito a sociabilidade entre as pessoas, e você se torna mais aceito e integrado nas relações interpessoais. Entre tantas teorias ligadas ás (sic) humanas mando algumas dicas:


I)  Na existência deve existir coexistência e tolerância:  cuidado com pessoas radicais que não sabem ceder ou que querem o que não apetece - em todo caso use o "desconfiômetro"e o "sevirômetro";
II) Não faça aquilo que não queira que façam com você, em todo caso qualquer tipo de agressão é reprovável;
III) Só tome posição se estiver consciente dos prós e dos contras, a cuca fresca ajudará, inclusive a messa cefálica é um bem inalienável (privado);
IV) Goste de você, mesmo havendo limitações.... para que você conheça pessoas que mereçam atenção, mesmo que mais para a paz de espírito do que para a egolatria;
V) Não mexa em time que está ganhando, cada caso é um caso;
VI) Cuidado com interferências, intersecções, encruzilhadas e quebradas na estrada da vida, no fundo, as dificuldades existem para serem superadas de forma que que as coisas andem para frente.
VII) O FESTIVAL DE ABÓBORAS DESSES LADOS NÃO PERTENCE A MIM:  crendice, mexericos, misticismo e bacharia é fora daqui!!!   Abraços!"

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eu, que sei o que é um surto, admiro a clareza do pensamento
eu, que sei o que é  "falarem pelas costas", admiro o discernimento
eu, que sei o dolorido da sobrevivência, admiro a coragem
eu, que sei o dolorido da aceitação, tento buscar minha superação
uma única observação que faço:  na inconformidade com seu transtorno, esse meu amigo se nega a tomar a necessária medicação, e vem e volta precisa ser internado.

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obrigada pelo seu tempo, ganho na leitura desta carta, e nos meus "eus"

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

depois da ressaca!




depois da festa
a ressaca?
esperar o sol
andar na praça

as flores da primavera
encantando olhares
e as abelhas
que sabem escolher

sempre as mais belas
temos que com elas
aprender novos
olhares











novos olhares
nos cantinhos da praça
novos perfumes
e cantos

músicas
flores
nuvens
encantos













as abelhas não se cançam?
acompanhar seu voo
daqui prá lá
de lá prá cá

dá uma ressaca encantadora
cor-de-rosa
sensação de olhares  novos
de flores nunca vistas


















dia vinte e oito
minha neta, a mais linda
aniversário de seis anos

como as flores
cada dia mais deslumbrante
apaixonada que nos apaixona
nos faz cantar e ver novos mundos















uma auréola
nessa cabecinha de anjo
meu anjo
que papai do céu enviou

minha alegria
meu amor
minha paixão
minha flor!












a flor que me lembra minha avó
e eu, avó
me perco entre perfumes
e sombras azuis e brancas

Lili - a bisa
Marta - a vovó
Anna Clara - a neta
entre as flores, a mais linda

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

emoções que ficaram




ainda não sarei
foram muitas as emoções, rsrs (*)
um dia inteiro, 24 horas
é pouco tempo para curar

(*) plágio do RC!! kk



essas saudades
que nunca mais irão embora
trinta e tantos e-mails
trocando fotos














beijos e abraços
emocionados
e já planejando o próximo
encontro das estrelas




















um dia como esse 25/10 nunca se apaga
passados outros xx e tantos anos
ainda estaremos a lembrar
dos abraços, das conversas

















emoções
carinhos
longos papos
alegrias

ficarão para sempre
sempre
emocionando nossos sonhos
que nos dizem:








o tempo não passou
nós é que nos esquecemos dele











encontro das estrelas










reencontro de colegas de colégio é muito prazeiroso?
só isso?
qual nada!
é engraçado
é emocionante

todos com saudades
mil abraços
rostos familiares das nossas infâncias
ninguém conseguia sentar à mesa para almoçar

elas lindíssimas
ai! ai,  meu espelho
que me mostra as ruguinhas e pelanquinhas
e estas beldades não tem nenhuma!?













elas lindas
Margareth, Bárbara e Cecília (esposa do Knirsch)
e ele também, não parece que os anos venceram


ainda vou descobrir onde essa turma encontrou a fonte da juventude, rsrs

















estrelas
brilhando



















ha, ha
o trio maravilha
George, Júlio e Werner
também não viram o tempo passar
só as escovas arrancaram alguns fios de cabelo

no mais, tudo igualzinho











Colégio Visc. de Porto Seguro, turma 68

os muitos que não puderam aparecer este ano
deixaram vácuos
que serão ocupados no próximo encontro
já marcado para o ano que vem

nos aguardem os que cabularam
enviaremos anjinhos para lhes buscar
nem que para isso tenhamos que lhes por laços
lhes puxar pelo pescoço, rsrs






as duas peruas
(Marta e Alice)

fiquem sossegados
não estávamos fofocando
os assuntos eram pura piruísse!!
filhos, netos, cabelos brancos
etc.. e outros que tais












e para que não digam que não falei de flores
um presente para as queridas amigas do coração
algumas das minhas queridas orquídeas
também amigas do coração



(Miltonia)













(Potinara)





















e para fechar com chave de ouro

a mais querida entre as queridas
uma
Cattleya intermedia
adquirida da coleção do nosso colega
Peter Meyer Pflug